terça-feira, abril 19, 2005

A fumaça é branca?

E elegeram o novo papa! E entre tantos favoritos, o vencedor foi: Joseph Ratzinger, da Alemanha!Mas agora é ele Bento 16, mas a Globo insistiu em dizer que era Benedito 16. Pelo menos não chamaram o papa de Bendito!

E eis a ficha do Bento 16: é contra o aborto, homossexulismo é pecado, nada de casamento depois do divórcio, rock e música pop são profanos... e tudo continua na mesma.

Eu já disse aqui o que eu acho sobre essa coisa do Papa. Mas é claro que acompenhei as repercussões sobre quem seria o novo Papa. E tinham muitos favoritos. Entre eles o brasileiro Dom Cláudio Hummes, o nigeriano Francis Arinze. Também concorria italianos e outros. Ah! E tinha o alemão!

Alguns eram da ala conservadora da igreja (é o caso de Bento 16), uns de uma ala "mais liberal". Enfim, no fundo havia uma esperança em mim que viesse um Papa que pudesse continuar o trabalho, eu diria, diplomático e carismático de João Paulo II. Afinal, quem não o achava um papa simpático? E ele teve lá sua importância: visitou países islâmicos (primeiro Papa a realizar o feito) e também pediu pela paz.

A cobertura da mídia sobre a eleição do novo Papa também me levou a crer que viria alguém mais na boa, atualizado, que entedesse os problemas do mundo de hoje e que estivesse aberto a ouvir todos os lados, que fosse de verdade em busca da paz (acho que estou muito utópica!)

Tá, eu disse que nenhum Papa vai salvar o mundo e tal... Mas muita gente leva o Papa a sério. Muitos jovens ouvem e seguem os "ensinamentos" (?) do tal. E a igreja ainda tem muitos fiéis.
Mas não fiquei tranquila com o alemão. Não por ele ser alemão, mas pelo que ele andou falando por aí:

"Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica." Joseph Ratzinger

É, ele disse isso.

1 Comentários:

At 8:05 PM, Anonymous Anônimo said...

Parece, realmente, que a igreja deu um passo rumo ao retrocesso. O mundo de hoje pede um líder espiritual mais flexível, mais disposto a negociar, conversar sobre as questões do nosso tempo. O alemão está correto em seu desejo de conduzir a Igreja com mãos firmes, mas até para a firmeza há limites. Como é que Ratzinger vai ser uma figura conciliadora no mundo se ele mesmo tem posições extremas e não aceita pontos de vista diferentes? Vamo esperar pra ver no que dá... Um abraço para você, minha editora.

 

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