sexta-feira, abril 22, 2005

E a TV brasileira...la la lalala

A televisão brasileira faz programas de qualidade? Hummm

Quem controla a programação da TV? Quem diz o que pode e o que não pode?

A TV brasileira precisa de um órgão que assuma essa responsabilidade e que garanta a qualidade da produção televisa nacional. Isto não que dizer censurar. Pelo contrário, é uma forma de garantir que o serviço público, afinal, a TV (assim como o rádio) é uma concessão pública, cumpra seu papel. Para isto é imprescindível que a legislação seja modificada, que a atividade televisiva seja regulamentada.

Na maioria dos países este cenário é diferente. Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, valorizam a participação do cidadão nos processos de concessões, em caso de descumprimentos de normas há penalidades, levam em conta a garantia da diversidade. Bom, aqui, o papel do Estado limita-se em conceder canais.

Os americanos também adotaram um tal de V-CHIP, mas acho que este aparelhinho eletrônico não seria útil no caso do Brasil, os pais acabariam vetando quase tudo. Precisamos de um aparelho mais estruturado, exigente, que contenha os abusos cometidos pelas emissoras.

quinta-feira, abril 21, 2005

O telejornalismo brasileiro

Há tempos o jornalismo da televisão brasileira não apresenta uma nova proposta. Apesar dos telejornais contarem com novos estúdios e cenários mais modernos, além da inovação tecnológica que contribui para o aperfeiçoamento técnico, apresentadores mais bem preparados (atualmente, a maioria jornalistas por formação), o modo de se fazer telejornalismo parece ser o mesmo desde a década de 50.

Um bom exemplo é o Jornal Nacional, o telejornal com maior audiência do país. O formato das matérias é a mesmo há anos. A cara do jornal (apresentadores, cenário, arte) mudou, mas, apesar da qualidade das matérias, a maioria das vezes, tem o mesmo padrão.

Uma alternativa para mudar o telejornal brasileiro é, primeiramente, mudar a cabeça dos estudantes e das faculdades de jornalismo. Elas são a principal ferramenta para estimular estes jovens a pensar em uma solução para um novo telejornal, buscando novas linguagens e formatos e claro, apresentando os fatos com maior profundidade e cuidado, ressaltando também a criatividade. Sem esquecer de valorizar e respeitar diferentes expressões culturais.

Trazer um pouco a linguagem cinematográfica, principalmente do documentário para o jornalismo possa ser uma saída para tal ousadia. Enquadramentos, montagem diferenciada, uma maneira diferente de usar depoimentos de fontes, a utilização de trilhas sonoras e até a dinamicidade do cinema são interessantes para dar um tom mais descontraído e que prendam a atenção do telespectador.

terça-feira, abril 19, 2005

A fumaça é branca?

E elegeram o novo papa! E entre tantos favoritos, o vencedor foi: Joseph Ratzinger, da Alemanha!Mas agora é ele Bento 16, mas a Globo insistiu em dizer que era Benedito 16. Pelo menos não chamaram o papa de Bendito!

E eis a ficha do Bento 16: é contra o aborto, homossexulismo é pecado, nada de casamento depois do divórcio, rock e música pop são profanos... e tudo continua na mesma.

Eu já disse aqui o que eu acho sobre essa coisa do Papa. Mas é claro que acompenhei as repercussões sobre quem seria o novo Papa. E tinham muitos favoritos. Entre eles o brasileiro Dom Cláudio Hummes, o nigeriano Francis Arinze. Também concorria italianos e outros. Ah! E tinha o alemão!

Alguns eram da ala conservadora da igreja (é o caso de Bento 16), uns de uma ala "mais liberal". Enfim, no fundo havia uma esperança em mim que viesse um Papa que pudesse continuar o trabalho, eu diria, diplomático e carismático de João Paulo II. Afinal, quem não o achava um papa simpático? E ele teve lá sua importância: visitou países islâmicos (primeiro Papa a realizar o feito) e também pediu pela paz.

A cobertura da mídia sobre a eleição do novo Papa também me levou a crer que viria alguém mais na boa, atualizado, que entedesse os problemas do mundo de hoje e que estivesse aberto a ouvir todos os lados, que fosse de verdade em busca da paz (acho que estou muito utópica!)

Tá, eu disse que nenhum Papa vai salvar o mundo e tal... Mas muita gente leva o Papa a sério. Muitos jovens ouvem e seguem os "ensinamentos" (?) do tal. E a igreja ainda tem muitos fiéis.
Mas não fiquei tranquila com o alemão. Não por ele ser alemão, mas pelo que ele andou falando por aí:

"Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica." Joseph Ratzinger

É, ele disse isso.